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Ontário restringe retirada de garras, corte de orelhas e devocalização

A partir de 2027, três procedimentos sem finalidade terapêutica serão restringidos em Ontário. A norma mantém exceções médicas documentadas.

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Almofadas da pata de um gato preto em close
Crédito da imagem: Saanaito, via Wikimedia Commons · Licença: Creative Commons CC0 1.0 Universal · Cópia local redimensionada e comprimida · Contexto: Imagem representativa de uma pata felina; não é uma imagem do governo de Ontário e não mostra procedimento nem resultado. · Ajustes: Recorte para 40:21, redimensionamento, compressão em WebP e remoção de metadados.

A partir de 1º de janeiro de 2027, três procedimentos em animais de companhia serão restringidos em toda a província de Ontário, no Canadá. O Regulamento 152/26 proíbe a retirada cirúrgica das garras de gatos, o corte de orelhas de cães e a devocalização de cães, exceto quando um médico-veterinário concluir que o procedimento é necessário à saúde do animal e registrar essa justificativa.

A lista da norma é específica: o corte de cauda de cães não aparece entre os procedimentos proibidos. Essa distinção evita uma interpretação comum em manchetes e redes sociais, que por vezes apresentam a medida como uma proibição geral de cirurgias estéticas. O governo de Ontário também anunciou uma proposta legislativa mais ampla sobre bem-estar animal, mas uma proposta ainda em discussão não tem o mesmo efeito de um regulamento aprovado.

Quando a exceção médica se aplica

A exceção não permite que o procedimento seja feito por preferência, aparência ou conveniência. Ela depende da avaliação de um médico-veterinário, que deve considerar a intervenção necessária para a saúde do animal e deixar o motivo documentado.

Se uma cirurgia desse tipo for recomendada, pergunte qual problema será tratado, quais alternativas foram avaliadas, como a dor será controlada e quais cuidados serão necessários depois. A decisão precisa levar em conta aquele animal e sua condição clínica.

Comportamento pede investigação, não cirurgia automática

Arranhar, latir ou apresentar outro comportamento indesejado não é, por si só, uma justificativa médica. O primeiro passo é entender a causa. Arranhadores adequados, mudanças no ambiente, treinamento, avaliação de dor e acompanhamento comportamental podem reduzir o problema sem remover ou alterar uma parte saudável do corpo.

Não existe uma solução única para todos os casos. Quando o comportamento muda de repente, também pode haver dor, doença ou sofrimento, o que exige avaliação profissional.

Como organizações e adotantes podem se preparar

  • Revisar materiais de adoção e lar temporário antes de janeiro de 2027.
  • Retirar orientações que tratem esses procedimentos como rotina ou padrão de raça.
  • Registrar cirurgias anteriores com precisão, sem culpar o animal ou a família.
  • Encaminhar dúvidas clínicas e comportamentais a profissionais habilitados.

Quem atua em mais de uma província deve seguir a regra do local onde o atendimento será realizado. Também há diferença entre acolher um animal que já passou pelo procedimento e solicitar uma nova cirurgia depois que a restrição entrar em vigor.

Consulte a norma antes de decidir

O texto do Regulamento 152/26 é a referência principal. Orientações de entidades veterinárias ajudam a entender os impactos no bem-estar, mas não substituem a lei. Como a vigência começa em 2027, Ontário ainda pode publicar instruções para a aplicação da medida.

Este artigo é um resumo geral, não uma orientação jurídica, veterinária ou comportamental. Confira eventuais atualizações oficiais e consulte um médico-veterinário licenciado sobre casos individuais.

Perguntas frequentes

Quando as restrições entram em vigor em Ontário?
O Regulamento 152/26 fixa o início das restrições em 1º de janeiro de 2027. Consulte o texto oficial para conferir futuras alterações ou orientações de aplicação.
O Regulamento 152/26 proíbe o corte de cauda de cães?
Não. A lista inclui retirada de garras de gatos, corte de orelhas de cães e devocalização de cães. O corte de cauda não aparece nessa norma específica.

Referências