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Coreia do Sul relata fechamento de 82% das fazendas registradas de carne de cão
Dados de maio de 2026 mostram que a maioria das fazendas registradas fechou antes da proibição, mas não informam o destino de cada cão.

Das 1.537 fazendas registradas para produzir carne de cão na Coreia do Sul, 1.265 já haviam encerrado as atividades em 15 de maio de 2026. O balanço do Ministério da Agricultura, Alimentação e Assuntos Rurais equivale a 82% dos estabelecimentos, com 272 ainda em funcionamento na data do relatório. A mudança ocorre durante o período de transição que termina em 7 de fevereiro de 2027.
O número mostra a velocidade do fechamento, mas não revela, sozinho, o que aconteceu com os animais. Uma fazenda encerrada pode ter vendido ou transferido animais, encaminhado cães para adoção ou continuado a mantê-los durante o período de transição autorizado. O relatório também não informa quantos cães foram afetados nem se cada um recebeu cuidados adequados no longo prazo.
O que a lei determina
A legislação estabeleceu um prazo de adaptação, em vez de interromper todas as atividades imediatamente. Operadores registrados devem apresentar e seguir planos de encerramento, enquanto as medidas públicas incluem apoio à implementação e monitoramento. Ao fim do prazo, ficam proibidas, nos termos da lei, a criação, o abate, a distribuição e a venda de cães para consumo humano.
Esse intervalo permite organizar a fiscalização e preparar locais capazes de receber animais. Sem avaliação, transporte seguro, quarentena, atendimento veterinário, lares temporários e santuários em número suficiente, um fechamento rápido pode apenas deslocar o risco.
Quais dados ainda faltam
- O número de cães que continuam nas fazendas, e não apenas o total de estabelecimentos.
- O destino documentado de cada animal após o encerramento.
- A capacidade de identificação, vacinação, esterilização e atendimento veterinário.
- O financiamento e a supervisão de abrigos, santuários, lares temporários e adoções.
- A fiscalização de atividades não registradas ou transferidas para outros locais.
Transferir um cão não significa concluir uma adoção bem-sucedida. O encaminhamento responsável envolve avaliação comportamental, escolha cuidadosa da família, apoio e acompanhamento. Alguns animais podem precisar de cuidados especializados ou permanentes. Nos casos de transferência internacional, também é necessário planejar os requisitos sanitários e de bem-estar.
Como avaliar uma campanha de apoio
Antes de doar, procure organizações que divulguem números recentes, critérios de acolhimento e informações sobre os animais depois da chegada. Confirme a identidade da entidade, os canais de pagamento, as parcerias veterinárias e as provas de atuação. Campanhas que pressionam por adoções imediatas ou transporte internacional sem verificação merecem cautela.
O fechamento de 82% das fazendas registradas indica que a transição avançou rapidamente. O resultado final, porém, precisa ser medido pelo cumprimento da lei e pelo destino documentado dos animais.
Este artigo reúne informações oficiais para fins gerais. Não oferece orientação jurídica ou veterinária, e os números podem mudar depois da data mencionada.
Perguntas frequentes
- Quando termina o período de transição na Coreia do Sul?
- A lei estabelece 7 de fevereiro de 2027 como o fim do período de transição para as atividades da indústria de carne de cão descritas no texto.
- O fechamento de uma fazenda significa que todos os cães foram adotados?
- Não. O dado se refere ao estabelecimento, não ao destino de cada animal. Também é preciso saber quantos cães havia, para onde foram e quais cuidados receberam.
Referências
- Ministério da Agricultura da Coreia do Sul — balanço da implementação em 15 de maio de 2026 - Fonte oficial
- Ministério da Agricultura da Coreia do Sul — medidas para a transição da indústria - Fonte oficial
- Lei sul-coreana sobre o fim da criação, do abate e da distribuição de cães para consumo humano - Fonte oficial